quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Blog novo no ar!

O Blog da pós mudou para: www.orbitato.com.br/pos/
Esperamos todos lá e também no nosso NING para compartilhar idéias, músicas, vídeos e assuntos de interesse.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

[TUMA I] Cor com Sérgio Gregório


UMA AULA DE INVENTAR COR
por Flávia Vanelli

“A cor apoderou-se de mim: não tenho mais necessidade de persegui-la. Sei que ela me tomou para sempre.” Paul Klee.

Baseados nos tons quentes, na vibração cromática da terra, no caule das árvores que dela brotam e nas pedras, Sérgio Gregório nos deu a atrativa idéia de trabalharmos na livre invenção de uma cartela, buscando infinitas possibilidades da cor, libertos de preconceitos e regras acadêmicas. Tarefa que cumprimos com vitalidade emocional.

Uma cor que tenha memória de azul, uma cor com memória de amarelo, outra que lembre vermelho... assim, temos o equilíbrio óptico de cores que nos tanto satisfaz.

Mesmo sem que as pessoas saibam explicar por que gostam ou não de determinado emaranhado de cores, o equilíbrio está na base material desta harmonia.

Uma cartela de cores, do ponto de vista da moda ou do design, pode ser composta por uma única cor, ou por uma quantidade enorme delas, de forma a atender às necessidades de produtos e coleções.

Para construir uma cartela de cores a partir de uma imagem, é necessário identificar a cor “ponto de luz”, a cor “zona de sombra” a “escuro definitivo”, enfim, identificar o amarelo o magenta e o azul, sob as cores terrosas, pastel, as falsas cores...

Outro processo possível é a interpretação de cores e construção de cartela, através de imagens mentais, as “Cores Pensamento”. Isso me faz lembrar a introdução de um filme que recém assisti baseado em um livro de Chico Buarque que inicia dizendo: Budapeste é amarela. Ou uma conversa orbital numa mesa de jantar em que alguém classificou o Uruguai como cinza azulado.

Segundo Sérgio Gregório, não existem cores neutras. Todas elas interferem umas nas outras, sempre se alterando mutuamente, sem neutralidade alguma, as cores são ativas o tempo inteiro. Tem personalidade e acompanham os homens em sua jornada.

Saímos dessa aula com um olhar sensível ao entorno. E para ilustrar essa nova sensibilidade cito os quadros da artista Celaine Refosco, seu domínio de cores e formas da natureza que tanto encantam.

Folhagens por Celaine Refosco

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

[TURMA I] Metodologia da Pesquisa com Celaine Refosco


Trilhe a Trilha

por Vinicius Schane

Ao ingressarmos neste curso de pós-graduação sabíamos do longo caminho a percorrer. Normalmente a maioria dos fazeres neste mundo parecem estar carregados de desprazeres, o nosso, pelo contrario, foi bem divertido. Neste caminho tivemos a tranqüilidade de observar muito, nosso olho, definitivamente, já não é mais o mesmo, assim como a maneira que passamos a construir e pensar as coisas que fazemos e o futuro que desejamos.


Neste caminho, nosso tema FAZER, contava com uma introdução de como éramos, e nossa conclusão se define em quem somos aqui, agora. Como problema, optamos em nos preocupar mais com soluções. Aos objetivos, destacamos o que seja melhor para nós, que nos faça crescer, se possível coletivamente.


Nesta, a Metodologia da Pesquisa orientada por Celaine Refosco, entrou como a possibilidade de pensar caminhos que trilhamos juntos, e que agora, se estendem a outros tantos caminhos, vontades, desejos.


Orientados por Celaine e pela passagem de outros tantos professores com quem criamos afinidades por trabalhos, estamos construindo nossos projetos finais. Coleções, portfólios, pesquisas, pequenos negócios se desdobram nessas possibilidades de completarmos nossa formação profissional, além disso, trabalhamos nosso futuro, para realizar e também ensinar tudo que vivemos aqui.


Hora de orientar nossas possibilidades de criação, construção de portfólios, pequenos negócios. Já alinhamos nossas intenções, já entendemos aonde chegamos, e sabemos para onde queremos ir. Agora, mãos a obra!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

[TURMA I] CONDICIONANTES E ASPECTOS AMBIENTAIS – JÚLIO CÉSAR REFOSCO

Tudo já foi pior - impacto ambiental
por Celaine Refosco

Esta disciplina no Curso de Criação e Desenvolvimento de Produtos vem justamente trazer à tona a responsabilidade que todos temos, como cidadãos e como profissionais, na relação de nossa sociedade com o meio ambiente. A aula ministrada por Julio Refosco, Eng. Florestal e ambientalista, ocorreu justamente no dia em que chegaram as novas cadeiras do Instituto Orbitato, fornecidas pela empresa Butzke (ver post específico) de Timbó, a primeira empresa brasileira a trabalhar com madeira certificada. Um prato cheio partir deste case para abordar as questões de certificação, políticas públicas e tantas outras. Foi uma das aulas com maior participação dos alunos. O assunto é premente e sensibiliza a todos.

Tudo tem um tempo, as coisas não acontecem do dia para a noite, ainda mais nas questões ambientais. Passamos milhares de anos explorando este planeta, considerando-o interminável, imaginando seus recursos inextinguíveis. A noção da finitude do planeta e de seus recursos é recente demais para que tenhamos soluções definitivas para todos os problemas já criados.

Um marco de transição na relação do design com o meio ambiente aconteceu em 1973 quando países árabes passaram a elevar o preço do petróleo forçando uma mudança no comportamento dos cidadãos, das empresas e instituições trazendo a questão finitude dos recursos. Além disso, a crise do petróleo trouxe a questão do centro e da periferia colocando os países árabes, periferia até então, no centro do mundo.

A questão do consumo crescente, incentivada como política, sobretudo entre os países ricos, se contrapõe frontalmente à noção de fim dos recursos, gerando inquietude crescente e também consciência de consumidores e produtos de bens de consumo. Julio abordou as questões de políticas públicas, os instrumentos de política e gestão ambiental como a certificação, o licenciamento ambiental e tantos outros, e o papel do designer nesta nova cena.

Neste cenário, uma das questões que foi muito discutida no Brasil na década de 1970, mas que ainda domina e que pode ser retomada no Brasil atual, diz respeito a crescimento, desenvolvimento e desenvolvimento sustentável. São noções diferentes. O crescimento não imagina que os recursos do planeta são finitos e atualmente escassos. O desenvolvimento já evolui, mas ainda apresenta problemas. A humanidade trabalha hoje mais com a noção de desenvolvimento sustentável que é mais orgânica e, apesar das controvérsias, nos permite discutir o avanço da civilização em direção a saciar nossas necessidades permitindo às gerações futuras a sua existência.

Mudanças de conceitos ocorrem em todas as áreas do conhecimento. A economia clássica, por exemplo, vem sendo questionada pela economia ecológica, pois não leva em conta uma série de restrições impostas pela natureza. Na economia clássica, por exemplo, os cenários consideram que a natureza pode prover uma quantidade infinita de recursos ao mesmo tempo em que imagina existir um lixão sem fundo. A economia ecológica, por outro lado procura desenvolver seus conceitos tomando por base as limitações impostas pelo ambiente natural.

O designer tem nas mãos a possibilidade de interferir neste problema através da busca de novas tecnologias. A tecnologia pode trazer soluções inovadoras, novos materiais, novos processos.

E de que forma o designer pode interferir? Afinal, o que cabe ao designer? Algumas das formas são:
· Uso de matérias não poluentes e de baixo consumo de energia
· O incentivo às mudanças de atitude de consumo
· Mudar a visão inerente ao consumo, de que o excesso é sempre uma vantagem
· Interferir na psicologia do desperdício, procurando inserir a filosofia dos 3 Rs (Reduzir, Reutilizar, Reciclar)
· Procurar maior eficiência de operação e facilidade de manutenção do produto
· Trabalhar o potencial de reutilização e reciclagem após o descarte dos produtos
· Trabalhar o ciclo de vida dos produtos. Segundo Rafael Cardoso Denis, “a visão de planejamento de ciclo de vida é especialmente importante do ponto de vista do designer, por se tratar de uma atividade que só pode ser realizada como parte do processo de produção e que se encaixa, portanto na busca de qualidade total intrínseca às filosofias mais recentes de gestão empresarial.”

As aulas no curso contaram com uma parte teórica sucedida por visitas a três lugares de reflexão: 1) Centro de Reciclagem da Prefeitura de Pomerode; 2)Uma área de deslizamento do evento de novembro de 2008; 3)O centrinho da cidade, buscando vestígios da relação de Pomerode com o meio ambiente.
O Centro de Reciclagem de Pomerode existe há cerca de um ano, é uma autarquia e surgiu naturalmente com a intenção de separação do lixo, e da redução da quantidade geral que é depositada no Aterro Sanitário de Timbó, destino do lixo de um consórcio de municípios da região. Wilhelm Zilz coordena o Centro que conta com cerca de 20 funcionários que atuam na coleta e separação e está subordinada a SAMAE. As 115 toneladas coletadas a cada mês no município de Pomerode são separadas nas 20 categorias comercializáveis:
Classificação do Lixo Reciclável
Papéis
1. Papelão
2. Papel misto
3. Embalagem longa vida
Plásticos
4. Plástico mole colorido
5. Plástico duro colorido
6. Plástico duro branco
7. Plástico duro natural
8. Plástico mole branco
9. Plásticos – copinhos PP
10. Plástico duro margarina
11. Pet
12. Pet azeite
Vidros
13. Cacos e litros
14. Vidros de conserva grandes
15. Vidros de conserva normal
16. Garrafão de vidro
Metal
17. Latas e sucatas bruta de ferro
18. Alumínios diversos (reciclado)
19. Alumínio (latinhas)
20. PVC
Na cena do deslizamento foi possível ver de perto algumas das conseqüências das chuvas de 2008, as feridas ainda abertas na terra. Foi possível também debater sobre suas causas. Ali o grupo discutiu sobre a ocupação do espaço, sobre os conflitos oriundos da necessidade de espaço do ser humano, a necessidade de alteração dos espaços, sua artificialização, a necessidade da manutenção de espaços naturais e outros assuntos.

Já no centro de Pomerode a idéia era continuar a discussão sobre o espaço e abranger a discussão sobre o uso dos recursos, tomando como exemplo os recursos hídricos, um bem de inestimável valor para a vida que vem sendo perdido pouco a pouco. Discutor também as políticas públicas em curso e a falta delas.

Mas neste quadro que pintamos tem lugar para coisas boas. Existem ótimas iniciativas em gestão ambiental. Existe gente pensando e querendo solução para diversos problemas.
Abaixo alguns links interessantes.

Sustainable Solution Design Association Dinamarca
http://www.youthxchange.net/main/danishecofashion.asp

The EU Flower
http://ec.europa.eu/environment/ecolabel/

Interesse Nacional
http://www.interessenacional.com/

Minhocasa
http://www.minhocasa.com/

SOS Mata Atlântica
http://www.sosmatatlantica.org.br/

CEMPRE – Compromisso Empresarial para Reciclagem
http://www.cempre.org.br/

FSC - Conselho Brasileiro de Manejo Florestal
http://www.fsc.org.br/

A história das Coisas
http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E

Design for Envinment
http://www.pre.nl/ecodesign

[TURMA I] REFLEXÃO SOBRE MEIO AMBIENTE NA SEMANA DA PÁTRIA

por Tanise Creuz

Como professora de Artes de uma escola pública recebi a nobre missão de organizar o mural da semana da pátria, que desencadeou em mim uma série de reflexões:
O que é pátria?
Por que falar de pátria?
O que queremos da pátria?
O que oferecemos a pátria?

Ouvindo o Professor Julio Cesar Refosco e as discussões sobre as questões ambientais que foram se desenrolando durante as aulas, entendi que a semana da pátria é - ou deveria ser - a escusa para uma conversa sobre o local que nos acolhe e com o qual estabelecemos uma relação de identidade e pertença, e pelo qual temos responsabilidades e compromissos.
A pátria somos nós.
Não é novidade que a solução para as questões ambientais é a educação. Mais que um conteúdo a ser ministrado, é uma postura a ser assumida.
Também não é novo que a palavra educação não se restringe aos prédios escolares, e envolve os valores que trazemos de berço. É preciso tomar consciência que escolhas e atitudes são valores a serem resgatados.
A pátria não é o governo de onde muitos, erroneamente, esperam todas as soluções. A pátria são as pessoas que elegem e compõem este governo e de onde devem partir os exemplos de respeito que os desavisados esperam partir apenas do outro.
Se o respeito fosse um valor de berço, não precisaríamos passar tantas horas discutindo as questões ambientais, pois este cuidado seria uma prática tão comum para nós quanto comer arroz e feijão.

“Não existe uma solução ótima de pronto.”
É preciso sensibilizar-nos e contribuirmos para o desenvolvimento de massa crítica aumentando a esfera de conhecimento.
Refletir sobre os valores que temos e o que realmente precisamos.

“Temos mais coisas e menos tempo livre.”
Passamos tanto tempo nos ocupando da questão: “como ter?” que não nos sobra tempo pra sermos.

Aos profissionais da criação cabem muitos aspectos na construção do elo entre as questões ambientais e comerciais, levando em conta também os custos ambientais e sociais.

Trabalhar entre o design e o meio ambiente, sabendo optar por soluções mais adequadas gerenciando processos e adotando práticas como: 1)Química verde; 2)Eco-design; 3)Resíduo zero; 4)Ciclo fechado; 5)Economia local solidária; de forma intencional, nos levará a soluções. Creio.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

EVENTO NA COLOMBIA - ADIADO


Já havíamos debatido em algum momento deste blog que “nem todos os dados de um processo são controláveis”. Aqui, desde que formamos nosso primeiro curso de pós-graduação em Criação e desenvolvimento de produtos para Moda e Design, reunimos um grupo de alunos altamente qualificados e trabalhamos com entusiasmo entre novos amigos, dentro de nossas perspectivas para a criação. Viajamos, estudamos em grupo, conhecemos empresas e sempre estivemos abertos a propostas, parcerias e iniciativas.
Há alguns meses recebemos em nosso Instituto a visita de uma comitiva colombiana que organizaria o Congresso latinoamericano de Moda, na ocasião, este mesmo grupo de alunos foi convidado a representar o Brasil no evento, dentro da “Passarela Aventura Latina”, na Colômbia. Nos últimos meses trabalhamos incansavelmente na construção coletiva de duas mini-coleções. Um grande exercício de criação fez com que este grupo de profissionais que compõe o curso pusessem disponibilizar seus melhores saberes, vontades e intenções.
Porém, como nem todos os dados são controláveis, recebemos hoje, a notícia de que o evento foi adiado, sem data definida para acontecer. Entendemos que independente da nova data do evento, o trabalho está concretizado, e pra nós, o mais importante e a realização! Aqui, continuamos imaginando possibilidades para apresentá-lo.Seguimos...Aguardem...
Postado por Orbitato - Instituto

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

ALUNOS DA TURMA I EM EVENTO INTERNACIONAL DE MODA


Contagem regressiva para o Congresso Latino-Americano de Moda...

Estamos preparando as malas e finalizando o trabalho para participar do Congresso Latino-Americano de Moda. Uma oportunidade incrivel!
Além da representatividade institucional do Orbitato representando o Brasil, a ida ao evento beneficia duas alunas da Turma I, Ana Luisa e Leila Hort, que ganharam a oportunidade de representar o grupo no evento que conta com um desfile em Medelin e outro em Bogotá, na bagagem das alunas segue duas mini-coloções feitas pelos alunos do Curso de Pós Graduação, um exercicio de criação coletiva... Embarcam também nessa missão Beatriz e Liessa.


Vale a pena prestigiar o evento.
Vamos nessa!

www.congresodemoda.com

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

[TURMA I] Desenvolvimento de Produtos - Calçados

EU QUERO SER DONO DO QUE EU PENSO
Design não se faz em tempo curto, é preciso tempo para amadurecer


Luis Fernando começou a desenhar na infância, com a professora de catequese em Ribeirão Preto dos anos 80. Segundo ele, não pára de fazer as coisas que começa, um hiperativo assumido. E contente. Em 1983 começou a lecionar arquitetura na PUC Campinas. E continua. Em 1984, começou a desenvolver produtos para vender na loja da mãe. E continua. Em 2005 começou a lecionar a matéria de calçados na pós - graduação de moda da FAAP, e continua lá. Esperando que continue aqui, inicia a disciplina de sapatos na Orbitato neste fim de agosto chuvoso de 2009.

O artista é um visionário, disposto a compartilhar sua arte. O designer, usa referências e estímulos da arte e transforma idéias em projetos, considerando executabilidade, função e finalmente forma. Sapatos devem ser pensados exclusivamente em movimento, afirma. Pode-se dizer que Luiz é um cara que sabe onde tem os pés! A frente da criação da Ferri Couros
http://www.ferricouros.com.br/ empresa surgida da iniciativa de vender sapatos de criação própria, nas lojas da mãe, que comercializava multimarcas.

Relata que começou freqüentando feiras na Europa e voltou ao Brasil buscando locais para produzir coisas de qualidade para o mercado interno, combinação estranha para a época. Encontrou em Novo Hamburgo a extrema qualidade industrial, capaz de responder ao mercado internacional, com grandes quantidades. Mas que não se interessava em produzir pequenas quantidades para o mercado interno. E nem acreditava que houvesse esse espaço ou necessidade. Além do que, só produziam a partir de pilotos, nunca de desenhos. Para reproduzir um sapato, era preciso ter um sapato. Ou seja, uma estrutura pronta para copiar, mas não para criar. Característica dos idos 80 no Brasil.

Procurando produzir um produto com alto valor para atingir o mercado interno, não encontrou fornecedores, nem mesmo em Novo Hamburgo. Mas foi lá que apaixonou-se pelas fabricas do sul e seus potenciais econômicos. Viu nos processos fabris a possibilidade de desenvolver projetos. Trouxe o raciocínio da arquitetura para a projeção de calçados. Nutria interesse pelo fazer e pela estabilidade funcional. Não tinha interesse pela impemanência da moda, nem pelos seus ciclos curtos.

Teimoso e habilidoso, foi descobrir como reunir coisas tão dispares como qualidade e mercado interno, inovação e classe, moda e arquitetura. E conseguiu.

Além de continuar fazendo tudo o que começou, fez, e faz, tudo de maneira impecável. Afirma que o Brasil hoje, é o suporte para o desenvolvimento tecnológico chinês na industria de calçados. Que a condição de construir equipamentos é determinante para o sucesso produtivo, coisa que temos e nem sabemos. Relaciona economia, moda, aspectos formais, arquitetura e historia, integrando tudo numa visão claríssima do mundo contemporâneo

Idéias custam caro! Perceber antes, condição dos profissionais sensíveis, deve servir como meio de geração de negócios.
Para fazer um bom design é preciso aprender a errar.
Ser copiado significa deter a condição de criar, conclui.
Ficamos com saudade, e com vontade por mãos a obra! Em breve.

http://www.trippen.com/
http://www.camper.com/web/en/home.asp
http://www.melissa.com.br/
Regulamento francal

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

[TURMA II] HISTÓRIA DA IMAGEM: IDENTIDADE E LINGUAGEM

fotos por Carlos Felipe Urquizar.

UM PEQUENO EXERCÍCIO SOBRE AS CORES

por Nestor da Costa Jr.

Arista Plástico, formado em Comunicação Social e aluno do curso de pós-graduação em Criação e Desenvolvimento de Produtos para Moda e Design, deste Instituto.

Eu não estava presente. Foi essa a sensação em muitos momentos no fim de semana proposto pelo mestre em comunicação e arquiteto paulista Carlos Perrone, para a sua aula de pós-graduação no Instituto Orbitato. E quando eu digo que não estava presente, não quero simplesmente afirmar que foi preciso alguma espécie de fuga, para suportar as mais de dez horas de aula, o quero dizer é que foi impossível, diante do bombardeio do conteúdo, de imagens e referências, conseguir me estabelecer em classe, e igualmente difícil foi me manter focado nas recomendações do professor: o design. Longe disso, meus pensamentos aguçavam na memória imagens de duas grandes paixões que movem esse jovem artista plástico que vos escreve: as artes plásticas e o cinema e a relação que as duas estabeleceram ao longo dos anos com muitas das teorias esmiuçadas por Perrone naquele fim de semana. Quando citava o grande teórico da cor Josef Albers e suas experimentações em sua série intitulada Homenagem ao Quadrado, no qual pesquisou variações cromáticas em uma composição sem alterações, era impossível não visualizar a fotografia de vermelhos, azuis e verdes das obras do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, que abusa de tons saturados e ainda consegue criar uma harmonia sem igual, marca que o torna único, um exemplo que desconsidera as “receitas” de cores. ( figura 01). Reforçando o que Albers escreve em Interação das Cores, Marins Fontes, 2009: “Para utilizar a cor de maneira eficaz, é preciso reconhecer que a cor sempre engana”, e isso me leva a pensar na mesma imagem de Almodóvar iluminado de forma diferente, sem sombras, por exemplo, e o resultado fotográfico que teriam seus filmes.


Figura 01: imagens do filme Todo sobre Mi Madre, 1999 de Pedro Almodóvar e os quadrados de Josef Albers.


E essas sensações se repetem no “capítulo” Metáfora Cromática, onde há a apropriação da cor de um determinado objeto para se criar um novo, ou na apropriação da imagem – já lá no meu pensamento – para se criar uma imagem nova, uma releitura, tal qual Julio Bressane e Luiz Fernando Carvalho, dois cineastas brasileiros contemporâneos, abusaram para compor seus filmes: Amor e Lavoura Arcaica, respectivamente (figura 02). E isso também acontece na pintura onde artistas, hoje consagrados, fizeram homenagens, mais do que releituras, de seus ídolos/pintores, tal como Egon Schiele e sua admiração por Gustav Klimt e tantos outros pintores e tantos outros trabalhos que requerem uma maior perícia do que posso oferecer. (figura 03).

Figura 02: no alto - as obras de Bauthus – três primeiras - e a releitura de Julio Bressane em Filme de Amor, 2006. Abaixo as referências pictóricas e a releitura do filme Lavoura Arcaica, 2001 do cineasta Luiz Fernando Carvalho.

Figura 03: obras de Gustav Klimt e Egon Schiele

DE YVES KLEIN A POP ART


Figura 04: O dadaísta Tristan Tzara, Yves Klein, e os artistas da Pop Art: Roy Lichtenstein e Andy Warhol.



A segunda onda de informações nos trás um panorama artístico da segunda metade do século XX, transformada por experimentações e por questionamentos liderados por Yves Klein e pelos artistas da Pop Art. Enquanto o francês trabalhava na busca do seu azul, que representava o vazio – segundo sua teoria – e dava os primeiros passos para o que mais tarde se tornaria a performance nas artes/arte conceitual, transformando o processo criativo tão ou mais importante que o resultado transformado em obra, o americano Andy Warhol ironizava a vida consumista que representava a sociedade americana na década de 60, sendo um dos principais artistas da Pop Art.

Depois dos anos 60 a arte mudou radicalmente, e a visão que se tinha sobre ela também. Já não existem objetos, materiais ou temas artísticos, tudo pode ser transformado em arte, coisa que nos anos 20 já se esboçou com o Dadaísmo, mas que décadas depois ganharia o mundo através das obras da Pop Art.

Por fim o que fica de uma aula que põem em exercício tais pensamentos não pode ser considerado menos do que uma tradução perfeita do pensar a criação. Na medida que trás à luz questionamentos quanto a resultados pré-concebidos, tanto pelos movimentos artísticos, quanto pelos ditados pela indústria, como as fórmulas de cores e ainda nos desperta da zona de conforto em que os ditos criativos se estabelecem, já nos fazendo duvidar dessas novas teorias apresentadas. Na saída me senti embebido de inspiração e nessa mesma semana em prática experimentei exercícios, pensando a cor antes da obra. Pensando na apropriação metafórica da cor, na composição de um novo painel artístico. Embora o foco das aulas tenha sido design.